O local escolhido para intervenção foi, inicialmente a ponte de madeira, mas, por razões de logística/segurança, foi alterado para a parte central da Ilha dos Amores logo após a ponte.
Segue o link para o Miro, onde contém todas as inspirações, observações, registros e colagens do grupo realizados em todas as etapas do projeto:
- Croquis do local realizados por mim:
- Considerações:
Depois de muito pensar, com muitas incertezas, ideias não práticas e sabendo que o grupo queria trabalhar com linhas e com a noção de trama, chegou-se, de forma bem instintiva e experimental, a um resultado.
O Não-Objeto do grupo consistiu em três estruturas principais em tripé feitos com canos de PVC. Essas estruturas podiam ser movidas para diferentes lugares da Ilha dos Amores, permanecendo próximas uma das outras ou não. Em uma delas (a maior) existia uma espécie de bolsa de crochê contendo novelos de linha, no caso lã. Uma das possibilidades de interação era a partir do manuseio dessas linhas nos tripés.
Visitando o parque em alguns dias, percebemos que em dias de semana a Ilha dos Amores tem poucos frequentadores, algo que muda muito nos domingos em que o fluxo aumenta significativamente (segue imagem). As pessoas vão para esse local para conhecer/explorar, tirar fotos ou em busca de algum atalho (o que acaba em frustração).
Na primeira interação com o público, na quinta, houve um grande grupo de pessoas (estudantes da EAD) interagindo com o não-objeto ao mesmo tempo. A forma como foi usado, provavelmente, foi baseado em um uso prévio feito pelo grupo do trabalho. As pessoas, então, foram fazendo tramas/teias com as linhas jogando várias novelos ao mesmo tempo para diferentes pessoas em diferentes lugares. Isso possibilitou uma dinâmica bem interessante, até que rápida e o resultado final foi um grande emaranhado de linhas.
Na segunda interação, no domingo, o público em geral não estava muito apto a interagir com as peças. Dessa forma, foi necessário convidar as pessoas que passavam para manusear de alguma forma o não-objeto. A maior parte dessas pessoas utilizaram os elementos de formas bem exploratórias, mas sem aumentar muito a escala de intervenção ou de localização, ficando concentradas em pequenas partes, seja fazendo brincadeiras como cama de gato ou amarrando alguma peça externa à estrutura ou até tricotando os fios.
Segue imagens:








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