O texto, sob perspectiva de uma mesa, disserta sobre a relação repressora existente entre os humanos e os objetos, indagando a superioridade de um sobre o outro. Aborda, com isso, os condicionamentos animados e inanimados dos quais os objetos são sujeitados, colocando em foco a necessidade de extinguir a valorização advinda como resultado dessa ação. Portanto, para o "objeto" narrador, a desvalorização da cultura (vista como conjunto de bens) é o seu objetivo principal, visando, com isso, que ela se torne uma insensatez aos seus próprios produtores, os humanos.
Entretando, ao fazer isso, a 'senhora' mesa reconhece que só iria inverter os papeis: a humanidade somente se comportaria em razão do funcionamento dos 'seus parentes' objetos, o que apenas criaria uma outra forma de servidão (indiferente para o potencial novo opressor).
Assim, no meu ponto de vista, o autor critíca essa lógica binária e nos faz pensar que uma relação harmoniosa entre o animado e o inanimado seria o ideal. E, desse modo, a cultura seria vista como algo vivo, o que de fato é.
* É possível fazer uma associação, principalmente hoje em dia, quanto à influência que a tecnologia tem em nossas vidas. Estamos completamente reféns dela, que atua moldando comportamentos, escolhas e até modos de pensar. Mas a tecnologia está cada vez mais sendo valorizada pela humanidade ou ela está criando autonomia suficiente (com as inteligências artificiais, especialmente) para se emancipar dela? Ou uma pergunta não anula a outra?
Comments
Post a Comment