Peter Keetman:

Essa é uma obra bem instigante. As diferentes garrafas vazias e sem rótulos podem ser interpretadas como pessoas ou prédios à primeira vista. As suas variadas tonalidades, posições, formatos e tamanhos trazem, através de suas sobreposições, distintos contrastes de sombras muito interessantes. Além do fato de ser dividida em três partes, que faz com que as diferentes versões de um mesmo objeto se tornem um padrão agradável e difícil de se interpretar em uma rápida olhada.
Geraldo de Barros:

A superposição das vigas metálicas retratadas nessa fotografia cria um padrão geométrico de linhas e diagonais com uma percepção de profundidade bem legal, além do fato de se fazer parecer quase uma imagem abstrata. O contraste entre as estrutura escuras sombreadas e o fundo claro é agradável de se ver.
György Kepes:
O fotograma (registro sem câmara de formas produzidas pela luz em papel fotossensível) em questão resume bem as obras de Kepes, que utilizava muito essa técnica e gostava de usar a ciência em favor da sua arte. Ele explorava as propriedades ópticas para, através de imagens abstratas ou não, representar processos da natureza. Nesse caso, o movimento a partir do tempo está sendo retratado. É possível notar quatro frames de uma mão sobrepostos em posições diferentes que, além de criar interessantes contrates entre as sombras, está, questionavelmete, indicando ou acusando algo.
Grete Stern and Ellen Auerbach:

Essa obra é interessante por alguns motivos. Um deles é o contraste presente entre o fundo texturizado e a superfície lisa do vaso em formato de esfera, que, juntamente com o reflexo de luz que passa sobre ele, ressalta a sua perfeição em relação a murchidez ao seu redor. Além disso, as posições do vaso e dos últimos ramos de flores trazem uma composição, usando a regra dos terços, que é harmoniosa e satisfatória.
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